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NOVAS FORMAS DE AMAR
Nessa época
começamos a nos preocupar com os mitos que existem por aí. Contrações
provocadas na hora do orgasmo antecipam o parto? A ejaculação pode
atingir o bebê? O pênis pode pressionar e machucar o feto? Caaaaalma,
isso tudo é pura lenda. Acredite se quiser, mas existem muitas mulheres
que tem seu primeiro orgasmo na gravidez. Dr. Arnaldo explica que “o
nível hormonal nesta fase aumenta, provocando maior sensibilidade e
facilidade para se excitar, assim como a corrente sangüínea na região
pélvica, o que faz com que a genitália feminina fique mais sensível”.
Oba, mais um ponto positivo para as grávidas, além de outros benefícios,
como o alívio de saber que o sexo exercita os músculos pélvicos,
mantendo-os firmes e flexíveis para o parto.
Se a gravidez está
ocorrendo muito bem, obrigada, é uma ótima hora para ter mais
intimidade. Novas idéias e posições precisam ser descobertas. Para
algumas grávidas, a posição mais confortável e prazerosa é quando elas
se sentam sobre o parceiro, assim a barriga fica livre e elas têm maior
controle sobre os movimentos. Outra posição que agrada os casais é de
lado, colocam um travesseirinho sob a barriga, para apoiá-la, e o
parceiro se encaixa por trás. O diálogo é fundamental e com uma boa
conversa tudo vai se encaixando, literalmente.
E DEPOIS?
As coisas começam
voltar ao normal depois de alguns meses e a barriga, aproximadamente
seis meses após o parto. “A maioria das mulheres que tiveram parto
normal sentem-se dispostas a fazer sexo depois de duas ou três semanas
do nascimento, já as que passaram por uma cesariana, só se sentem
prontas após seis semanas. O ideal é evitar a relação sexual nos
primeiros 30 dias” aconselha Dr. Arnaldo. Como os vasos do útero no
local onde estava inserida a placenta estão abertos, há riscos de
contaminação. Além disso, o atrito do pênis no útero durante a
penetração pode causar dor e desconforto. Passado esse prazo, as
relações devem ser iniciadas de maneira lenta e progressiva. Com muito
amor e pouco entusiasmo. No início, é comum a sensação de ardor, mas o
médico pode indicar remédios de uso local que aliviam o desconforto. De
qualquer forma, é importante que o casal tenha momentos de carinho e
afeto, mesmo não havendo o ato sexual.
Pronto, com o
corpo e a alma livres para amar de novo, é hora de reencontrar seus
momentos a dois. Criar situações especiais, namorar, fora da rotina de
pai e mãe. Afinal, pode ser mais difícil se concentrar no sexo ouvindo
grunhidos do seu bebê no quarto ao lado. Se ele chorar, então... Tudo
acabado. A melhor saída é pedir ajuda aos avós, ou contratar uma babá.
Sim, uma hora isso será necessário! Quem não tem com quem deixar, deve
providenciar alguma mudança na rotina. Um foundue a dois, um vinho,
enfim, a criatividade é uma grande aliada para acabar com o marasmo da
rotina. E se forem interrompidos por um choro ou uma batidinha na porta,
paciência. Os filhos são uma dádiva, e optar por tê-los exige
principalmente dedicação e abdicação. Mas esses danados são tão
maravilhosos, que todo trabalho que nos dão são esquecidos quando abrem
um simples sorriso. Tem fases que dão mais trabalho, outras menos. Mas
sempre serão o foco da nossa maior preocupação! Para o casal não se
perder nessa nova realidade, o importante mesmo sempre será o diálogo, a
proximidade e, caso tenham alguma dúvida, o conselho é bem simples:
converse com seu médico.
Fonte: Terra |